Primeiro turno 2026: Os números por trás da maior votação digital do Brasil
Mais de 158,7 milhões de eleitores, 517 mil seções e quase 500 mil urnas: veja os números e a infraestrutura tecnológica do primeiro turno das Eleições 2026.

O primeiro turno das Eleições Gerais de 2026 colocou em funcionamento uma das maiores infraestruturas eleitorais informatizadas do mundo.
Em 4 de outubro de 2026, 158.745.463 eleitores estavam aptos a participar da votação para escolher presidente da República, governadores, senadores, deputados federais e deputados estaduais ou distritais.
Em comparação com 2022, o eleitorado apto cresceu em 2.291.452 pessoas, uma alta de aproximadamente 1,46%.
Mas o tamanho da eleição aparece de forma ainda mais clara quando os números são observados pela perspectiva tecnológica.
Foram mais de 517 mil seções eleitorais, milhares de zonas eleitorais e quase 500 mil urnas eletrônicas destinadas diretamente à votação, além de dezenas de milhares de equipamentos mantidos como contingência e reserva técnica.
Ao mesmo tempo, aplicativos, sistemas de totalização, infraestrutura de transmissão, biometria, centros de processamento e plataformas de divulgação precisaram funcionar de forma integrada.
O primeiro turno de 2026 foi, portanto, muito mais do que milhões de pessoas apertando teclas em uma urna.
Foi uma operação nacional de tecnologia, logística e processamento de dados.
Em resumo
Os principais números ajudam a dimensionar a eleição:
- 158.745.463 eleitores aptos;
- crescimento de 1,46% do eleitorado em relação a 2022;
- 517.206 seções eleitorais previstas na organização nacional;
- 2.641 zonas eleitorais;
- votação distribuída pelo Brasil e por cidades no exterior;
- 563.910 urnas eletrônicas disponíveis para a operação;
- 499.248 urnas destinadas à votação;
- 64.662 urnas de contingência e reserva técnica;
- mais de 140 milhões de eleitores com cadastro biométrico, segundo os dados divulgados pelo TSE durante a preparação do pleito;
- 918.876 eleitores aptos no exterior;
- aproximadamente 8,6 milhões de emissões do e-Título contabilizadas até as 19h do domingo;
- cerca de 22,1 milhões de consultas a locais de votação pelo e-Título até o mesmo horário;
- aproximadamente 4,3 milhões de justificativas eleitorais pelo aplicativo até as 19h;
- resultados começaram a ser divulgados a partir das 17h, horário de Brasília.
Os números mostram que a eleição brasileira não depende apenas da urna eletrônica. Existe uma infraestrutura digital muito maior funcionando ao redor dela.
158,7 milhões de pessoas aptas a votar
O ponto de partida é o tamanho do eleitorado.
Segundo o TSE, 158.745.463 pessoas estavam aptas a votar no primeiro turno de 2026.
O número representa crescimento de mais de 2,29 milhões em relação às Eleições Gerais de 2022.
Em quatro anos:
2022 → aproximadamente 156,4 milhões
2026 → aproximadamente 158,7 milhões
O crescimento foi de cerca de 1,46%.
Isso significa que a infraestrutura eleitoral precisou absorver milhões de novos registros enquanto mantinha uma operação nacional padronizada.
Mais de 83 milhões de eleitoras
As mulheres continuaram sendo maioria no eleitorado brasileiro.
Em 2026, eram 83.877.126 eleitoras, correspondendo a aproximadamente 52,84% do total.
O eleitorado masculino chegou a 74.845.001 pessoas.
Além da dimensão absoluta, os dados mostram como a base eleitoral brasileira é diversificada em idade, localização, condições de acessibilidade e características cadastrais.
Toda essa população precisa ser atendida pelo mesmo sistema eleitoral.
São Paulo sozinho tinha mais de 34 milhões de eleitores
A escala também varia enormemente entre os estados.
Os cinco maiores colégios eleitorais em 2026 eram:
| Estado | Eleitores aptos |
| São Paulo | 34.104.226 |
| Minas Gerais | 16.377.659 |
| Rio de Janeiro | 12.857.000 |
| Bahia | 11.321.005 |
| Paraná | 8.609.026 |
Somados, esses cinco estados reuniam 83.268.916 eleitores.
Isso equivale a aproximadamente 52,45% de todo o eleitorado brasileiro.
Somente São Paulo concentrava cerca de 21,48% das pessoas aptas a votar.
A infraestrutura precisa, portanto, funcionar tanto em grandes centros urbanos com milhões de eleitores quanto em pequenos municípios e comunidades de difícil acesso.
517 mil seções eleitorais
Para distribuir essa população, a Justiça Eleitoral organizou mais de meio milhão de seções.
Os dados divulgados pelo TSE antes da votação indicavam:
517.206 seções eleitorais
distribuídas em:
2.641 zonas eleitorais.
O eleitorado estava distribuído por 5.571 municípios, além de 186 cidades no exterior.
Uma seção eleitoral representa uma pequena unidade dentro de uma infraestrutura nacional muito maior.
É nela que o eleitor encontra a urna correspondente ao seu cadastro.
No encerramento da votação, cada uma dessas unidades também produz uma parcela do resultado da eleição.
Quase 500 mil urnas diretamente na votação
Para as Eleições 2026, a Justiça Eleitoral informou ter 563.910 urnas eletrônicas disponíveis.
Mas isso não significa que todas ficaram simultaneamente diante dos eleitores.
Do total:
499.248 urnas → destinadas à votação
64.662 urnas → contingência e reserva técnica
A existência de uma reserva é importante porque uma eleição nacional não pode depender da premissa de que centenas de milhares de equipamentos funcionarão sem qualquer ocorrência.
Se houver necessidade, equipamentos de contingência podem substituir urnas utilizadas nas seções.
Por que existem mais urnas do que seções?
Porque a infraestrutura precisa possuir redundância.
Em uma operação dessa escala, depender exatamente do número de equipamentos necessários para funcionar seria arriscado.
Uma parte do parque fica disponível para contingências e necessidades técnicas.
A lógica é semelhante à utilizada em infraestruturas críticas de tecnologia:
não basta ter capacidade para funcionar quando tudo ocorre perfeitamente.
Também é necessário estar preparado para falhas.
Por isso, das 563.910 urnas disponíveis, mais de 64 mil estavam destinadas à contingência e reserva técnica.
O Brasil possui diferentes gerações de urna
O parque tecnológico utilizado nas Eleições 2026 não é composto por um único modelo.
A Justiça Eleitoral preparou equipamentos de diferentes gerações, incluindo modelos produzidos em anos distintos.
Essa renovação acontece gradualmente.
Equipamentos mais antigos continuam sendo utilizados enquanto atendem aos requisitos técnicos e operacionais, enquanto novos lotes entram no sistema.
Em 2026, cerca de 77% do parque preparado correspondia aos modelos mais recentes UE2020 e UE2022, segundo informações divulgadas pelo TSE antes da eleição.
Isso permite renovar a infraestrutura sem exigir a substituição simultânea de todo o parque nacional.
Mais de 140 milhões com biometria cadastrada
A biometria também alcançou uma escala nacional significativa.
Durante a preparação para as Eleições 2026, o TSE informou que aproximadamente 140 milhões de pessoas possuíam cadastro biométrico.
Naquele momento, o percentual divulgado era de aproximadamente 88,78% do eleitorado.
A biometria é utilizada para auxiliar na identificação do eleitor antes da liberação da urna para votação.
É importante separar os dois processos:
biometria → identificação
urna → registro do voto
A identificação biométrica não cria uma associação entre a impressão digital e o voto escolhido.
O sigilo do voto continua sendo um requisito do sistema.
A votação não depende da internet
Um dos aspectos tecnológicos mais importantes continua sendo o funcionamento offline da urna.
A urna eletrônica utilizada pelo eleitor não fica conectada à internet durante a votação.
Ela também não precisa transmitir cada voto para um servidor central no momento em que o eleitor pressiona a tecla CONFIRMA.
O registro acontece localmente.
Somente depois do encerramento da votação começa o fluxo relacionado à transmissão dos resultados.
Essa arquitetura permite separar duas funções:
registrar votos
e
transmitir resultados.
Cada urna faz sua própria apuração
Às 17h, depois do encerramento da votação de uma seção, a urna realiza localmente sua apuração.
Isso significa que o equipamento contabiliza os votos registrados naquela seção.
Em seguida, produz o Boletim de Urna (BU).
O BU apresenta o resultado daquela urna.
É por isso que o sistema nacional não precisa começar a contar individualmente milhões de votos a partir das 17h.
Grande parte da tarefa já foi dividida entre centenas de milhares de equipamentos.
A lógica é:
Urna 1 → apura seção 1
Urna 2 → apura seção 2
Urna 3 → apura seção 3
…
centenas de milhares de urnas → centenas de milhares de apurações locais
Depois, essas parcelas são reunidas pela infraestrutura de totalização.
Apuração e totalização não são a mesma coisa
Essa distinção ajuda a entender a velocidade do sistema.
Apuração
Acontece na urna.
É a contabilização dos votos registrados naquela seção.
Totalização
Acontece posteriormente.
Os resultados das diferentes urnas são recebidos e reunidos para formar os resultados das disputas.
Em termos simples:
cada urna calcula sua parte
↓
os sistemas da Justiça Eleitoral reúnem essas partes
↓
surge o resultado da eleição
Por isso, a arquitetura brasileira pode ser entendida como uma grande operação de processamento distribuído.
Os resultados começaram a ser divulgados às 17h
No primeiro turno de 2026, a divulgação dos resultados começou a partir das 17h, horário de Brasília.
A partir desse momento, os Boletins de Urna recebidos e processados pela Justiça Eleitoral passaram a alimentar a totalização.
O público pôde acompanhar o processo pelo Sistema Resultados.
A atualização aconteceu progressivamente.
Uma parcial com 10% das seções processadas representava os BUs recebidos até aquele momento.
Quando novas urnas entravam:
10% → 20% → 40% → 70% → 90% → 99%…
os percentuais das candidaturas eram recalculados.
918 mil eleitores estavam no exterior
A dimensão tecnológica da eleição não terminou nas fronteiras brasileiras.
Em 2026, 918.876 pessoas estavam aptas a votar no exterior.
Em 2022, eram 697.078.
Isso representa um crescimento de 221.798 eleitores, ou aproximadamente 31,82%.
No exterior, o eleitorado participa da votação para presidente e vice-presidente da República.
Os votos dessas seções também precisam entrar na infraestrutura de apuração e totalização da eleição presidencial.
A eleição chegou a 186 cidades no exterior
A estrutura eleitoral de 2026 alcançou cidades fora do Brasil.
Isso adiciona desafios de:
- logística;
- distribuição de equipamentos;
- fusos horários;
- preparação das seções;
- transmissão de resultados;
- suporte operacional.
Ainda assim, os votos precisam integrar a mesma totalização presidencial utilizada para as seções localizadas dentro do território brasileiro.
Áreas remotas também entram na rede de resultados
O território brasileiro adiciona outro desafio.
Existem seções localizadas em áreas onde a infraestrutura tradicional de telecomunicações não está facilmente disponível.
Em regiões remotas, como determinadas comunidades indígenas e ribeirinhas, a Justiça Eleitoral pode recorrer inclusive à transmissão por satélite para transportar os resultados depois da votação.
Isso permite que uma seção distante de grandes centros urbanos participe da mesma estrutura nacional de totalização.
A eleição digital também acontece fora da urna
Quando se fala em tecnologia eleitoral, a urna normalmente recebe quase toda a atenção.
Mas o primeiro turno de 2026 mostrou que a infraestrutura digital é muito maior.
Ela inclui:
- urna eletrônica;
- biometria;
- e-Título;
- sistemas de consulta ao local de votação;
- justificativa digital;
- transmissão de resultados;
- centros de processamento;
- totalização;
- Portal Resultados;
- aplicativo Resultados;
- Boletim de Urna;
- Arquivos de Urna;
- sistemas de fiscalização e auditoria.
Ou seja:
a urna é apenas um dos componentes da eleição informatizada.
22,1 milhões de consultas ao local de votação pelo e-Título
Um dos números divulgados pelo TSE após o encerramento do primeiro turno ajuda a mostrar a escala da infraestrutura voltada diretamente ao eleitor.
Até as 19h de domingo, o aplicativo e-Título havia registrado aproximadamente:
22,1 milhões de consultas aos locais de votação.
Isso representa milhões de solicitações digitais concentradas justamente no período de maior demanda.
O aplicativo precisou atender eleitores buscando endereço, zona e seção enquanto a eleição estava acontecendo.
8,6 milhões de emissões do documento digital
No mesmo balanço, o TSE informou aproximadamente 8,6 milhões de emissões do documento digital pelo e-Título até as 19h.
O número mostra como a digitalização eleitoral ultrapassou o momento do voto.
Antes mesmo de chegar à urna, milhões de pessoas interagiram com a infraestrutura tecnológica da Justiça Eleitoral pelo smartphone.
O e-Título funciona como uma central digital para diferentes serviços relacionados ao eleitor.
4,3 milhões de justificativas pelo aplicativo
Outro número significativo:
aproximadamente 4,3 milhões de justificativas eleitorais foram registradas pelo e-Título até as 19h do domingo, segundo o balanço divulgado pelo presidente do TSE.
Em vez de depender exclusivamente de formulários físicos e atendimento presencial, milhões de solicitações puderam passar por uma plataforma digital.
Esse volume mostra uma dimensão frequentemente ignorada quando se discute a informatização das eleições.
Não é apenas o voto que foi digitalizado.
Parte da administração eleitoral também foi.
A infraestrutura precisou lidar com um congestionamento na divulgação
O primeiro turno também trouxe um exemplo importante da diferença entre totalização e divulgação.
Segundo o presidente do TSE, houve um atraso pontual na apresentação dos resultados devido a um congestionamento no sistema responsável pela divulgação dos dados.
O Tribunal afirmou que o problema ficou restrito à conversão dos dados pelo programa de divulgação e que não afetou a totalização dos votos.
Essa distinção é tecnicamente importante.
Um problema na camada que apresenta informações ao público não significa necessariamente um problema na camada que recebe e totaliza os resultados.
Podemos representar assim:
URNA
↓
TRANSMISSÃO
↓
RECEBIMENTO
↓
TOTALIZAÇÃO
↓
CONVERSÃO/DIVULGAÇÃO
↓
TELA DO USUÁRIO
Segundo o balanço oficial, a ocorrência registrada no primeiro turno estava relacionada à etapa de divulgação.
Velocidade não é o único objetivo
O episódio também evidencia uma característica importante de sistemas críticos.
Uma eleição não pode ser otimizada exclusivamente para velocidade.
Existem procedimentos de:
- integridade;
- autenticação;
- verificação;
- processamento;
- auditoria;
- segurança;
- publicação.
Ao comentar o atraso pontual, a presidência do TSE afirmou que os protocolos de segurança e a rotina de verificação exigem que os sistemas sejam checados em determinada ordem.
Em uma infraestrutura eleitoral, alguns minutos adicionais na divulgação não equivalem necessariamente a um atraso na apuração ou a um problema com os votos.
É necessário identificar exatamente qual componente apresentou dificuldade.
Uma eleição envolve centenas de milhares de computadores independentes
Existe uma forma interessante de visualizar a arquitetura.
Em vez de imaginar uma única máquina contando os votos de mais de 158 milhões de pessoas, imagine centenas de milhares de equipamentos resolvendo pequenas parcelas do problema.
Cada urna registra os votos de sua seção.
Ao final:
urna A → resultado A
urna B → resultado B
urna C → resultado C
urna D → resultado D
↓
infraestrutura de totalização
↓
resultado consolidado
Essa distribuição é uma das razões pelas quais a apuração eletrônica consegue atingir uma escala nacional.
Mais de meio milhão de pontos de origem de dados
As mais de 517 mil seções ajudam a dimensionar a complexidade.
Depois da votação, os resultados precisam sair de milhares de locais diferentes e entrar em uma estrutura comum.
Não chegam todos ao mesmo tempo.
Algumas seções encerram rapidamente.
Outras possuem eleitores na fila.
Algumas estão próximas da infraestrutura de transmissão.
Outras ficam em regiões remotas.
Por isso, a totalização avança progressivamente.
A eleição nacional é construída BU por BU.
O Boletim de Urna é uma peça importante dessa infraestrutura
Ao encerrar a votação, cada urna produz seu Boletim de Urna.
O documento registra informações como:
- votos recebidos pelas candidaturas;
- votos em branco;
- votos nulos;
- identificação da seção;
- dados relacionados à apuração local.
Uma via fica disponível publicamente na seção.
Isso cria uma característica importante:
o resultado daquela urna existe publicamente antes mesmo de aparecer na totalização nacional.
Depois, os arquivos correspondentes também podem ser consultados pelos sistemas oficiais.
O eleitor também pode auditar uma parcela do resultado
Essa arquitetura permite que cidadãos, partidos, entidades fiscalizadoras e outras organizações acompanhem partes individuais do processo.
Uma pessoa pode registrar o BU de determinada seção.
Depois, consulta o arquivo disponibilizado pela Justiça Eleitoral.
Em seguida, compara os números.
A transparência não depende apenas de visualizar o percentual nacional de uma candidatura.
Também é possível descer até uma das unidades que compõem aquele resultado.
O maior colégio eleitoral concentrava mais de um quinto dos eleitores
São Paulo sozinho possuía mais de 34,1 milhões de eleitores.
Isso significa que aproximadamente um em cada cinco eleitores brasileiros estava registrado no estado.
Já outras unidades possuem populações eleitorais muito menores.
Essa desigualdade de escala cria um desafio de infraestrutura.
O sistema precisa ser suficientemente flexível para atender:
megacidades
e
pequenos municípios.
regiões com grande conectividade
e
áreas remotas.
milhões de eleitores em uma UF
e
pequenas comunidades eleitorais.
Tudo isso utilizando procedimentos nacionais padronizados.
37,4 milhões de eleitores tinham 60 anos ou mais
Outro dado importante de 2026 é o envelhecimento do eleitorado.
O número de pessoas com 60 anos ou mais chegou a 37.457.537.
Em 2022, eram 32.891.438.
O aumento foi superior a 4,5 milhões de pessoas.
Esse grupo passou a representar aproximadamente 23,60% do eleitorado.
Para sistemas digitais, esse tipo de mudança demográfica também importa.
Interfaces, acessibilidade, atendimento e orientação precisam considerar uma população extremamente diversa em idade e familiaridade com tecnologia.
3,57 milhões tinham até 18 anos
Na outra ponta, o TSE contabilizou 3.571.159 eleitoras e eleitores com até 18 anos em 2026.
Esse grupo representava aproximadamente 2,25% do eleitorado nacional.
Para parte desses jovens, o primeiro turno de 2026 foi a primeira experiência com:
- urna eletrônica;
- e-Título;
- consulta digital do local de votação;
- sistemas de resultados;
- serviços eleitorais online.
A infraestrutura precisa atender simultaneamente gerações que possuem relações muito diferentes com tecnologia.
A votação eletrônica brasileira completou 30 anos
As Eleições 2026 também possuem um componente histórico.
A urna eletrônica começou a ser utilizada nas eleições brasileiras em 1996.
Portanto, o pleito de 2026 marca três décadas de utilização da tecnologia.
Ao longo desse período, a infraestrutura mudou significativamente.
Novas gerações de equipamentos foram desenvolvidas.
Biometria foi incorporada.
Sistemas de auditoria foram ampliados.
Serviços digitais passaram para smartphones.
A distribuição de resultados migrou para plataformas online.
O que começou como informatização do voto evoluiu para um ecossistema digital muito mais amplo.
O primeiro turno em números
| Indicador | Eleições 2026 |
| Eleitores aptos | 158.745.463 |
| Crescimento desde 2022 | +2.291.452 |
| Crescimento percentual | +1,46% |
| Seções eleitorais previstas | 517.206 |
| Zonas eleitorais | 2.641 |
| Urnas disponíveis | 563.910 |
| Urnas destinadas à votação | 499.248 |
| Contingência/reserva técnica | 64.662 |
| Eleitores no exterior | 918.876 |
| Mulheres no eleitorado | 83.877.126 |
| Eleitores com 60+ | 37.457.537 |
| Eleitores até 18 anos | 3.571.159 |
| Consultas de local no e-Título até 19h | ~22,1 milhões |
| Emissões digitais no e-Título até 19h | ~8,6 milhões |
| Justificativas pelo e-Título até 19h | ~4,3 milhões |
Os números possuem momentos de referência diferentes: os dados de eleitorado e estrutura foram divulgados pelo TSE na preparação e no dia da votação; os números do e-Título correspondem ao balanço informado até as 19h de 4 de outubro.
Por que chamar de votação digital?
A expressão precisa ser entendida corretamente.
O voto brasileiro é registrado eletronicamente em uma urna dedicada.
Isso não significa votação pela internet.
O eleitor não vota:
pelo celular
pelo navegador
pelo e-Título
de casa.
O voto continua sendo realizado presencialmente na seção eleitoral.
A digitalização está na infraestrutura utilizada para:
identificar → registrar → apurar → transmitir resultados → totalizar → divulgar.
Portanto, votação eletrônica e votação online são conceitos diferentes.
A urna continua offline
Mesmo em uma operação com milhões de acessos digitais, a urna utilizada pelo eleitor continua separada da internet.
Essa diferença é fundamental.
Enquanto o e-Título pode consultar servidores e o Portal Resultados depende de infraestrutura online, a urna possui outra função.
Ela registra votos localmente.
Depois do encerramento, os resultados seguem por uma cadeia separada de transmissão e processamento.
Assim, o ecossistema eleitoral possui componentes online e offline trabalhando em etapas distintas.
Do eleitor até o resultado nacional
Toda a operação do primeiro turno pode ser resumida em uma grande cadeia tecnológica:
158,7 MILHÕES DE ELEITORES APTOS
↓
MAIS DE 517 MIL SEÇÕES
↓
QUASE 500 MIL URNAS DESTINADAS À VOTAÇÃO
↓
REGISTRO LOCAL DOS VOTOS
↓
APURAÇÃO EM CADA URNA
↓
BOLETINS DE URNA
↓
TRANSMISSÃO DOS RESULTADOS
↓
CENTROS DE PROCESSAMENTO
↓
TOTALIZAÇÃO
↓
SISTEMAS DE DIVULGAÇÃO
↓
PORTAL E APP RESULTADOS
↓
MILHÕES DE CONSULTAS PELA INTERNET
Ao redor dessa cadeia ainda funcionam:
biometria
e-Título
justificativa digital
consulta ao local de votação
ferramentas de auditoria
Arquivos de Urna
sistemas de fiscalização.
É esse conjunto — e não apenas a urna — que forma a infraestrutura tecnológica das Eleições 2026.
O primeiro turno mostrou a escala da eleição informatizada brasileira
Olhar apenas para o momento em que o eleitor digita os números dos candidatos esconde boa parte da complexidade da operação.
Para que aquela tela esteja disponível às 8h da manhã, existe uma cadeia de preparação que começa meses antes.
Para que o resultado apareça depois das 17h, existe outra cadeia envolvendo apuração local, transporte de dados, processamento, totalização e divulgação.
E para que milhões de pessoas consultem seus locais de votação ou justifiquem ausência pelo celular, existe ainda uma terceira camada de infraestrutura digital.
Os números do primeiro turno de 2026 ajudam a visualizar essa dimensão.
158,7 milhões de eleitores.
517 mil seções.
563 mil urnas disponíveis.
Quase 500 mil equipamentos destinados à votação.
Mais de 140 milhões de cadastros biométricos na preparação do pleito.
Dezenas de milhões de interações com o e-Título somente no dia da eleição.
A maior votação informatizada do país não acontece em um único sistema.
Ela depende de centenas de milhares de equipamentos e de diferentes plataformas funcionando de forma coordenada.
E quando o eleitor vê um percentual sendo atualizado na tela do celular, está observando apenas a etapa final de uma das maiores operações tecnológicas realizadas simultaneamente no Brasil.
Perguntas frequentes
Quantos eleitores estavam aptos a votar no primeiro turno de 2026?
O TSE informou 158.745.463 eleitoras e eleitores aptos em 4 de outubro de 2026.
Quantas urnas estavam disponíveis?
A Justiça Eleitoral informou 563.910 urnas eletrônicas disponíveis para as Eleições 2026.
Todas foram usadas na votação?
Não. 499.248 foram destinadas à votação, enquanto 64.662 ficaram como contingência e reserva técnica.
Quantas seções eleitorais havia na estrutura de 2026?
Os dados divulgados pelo TSE antes do pleito indicavam 517.206 seções eleitorais, organizadas em 2.641 zonas.
Quantas pessoas tinham biometria?
Durante a preparação para as eleições, o TSE informou aproximadamente 140 milhões de eleitores com cadastro biométrico, correspondendo a cerca de 88,78% do eleitorado naquele levantamento.
A urna utiliza internet?
Não. A urna eletrônica utilizada pelo eleitor funciona offline. A transmissão dos resultados ocorre posteriormente por uma infraestrutura separada.
Quantas pessoas estavam aptas a votar no exterior?
O eleitorado no exterior chegou a 918.876 pessoas em 2026.
Quantas consultas foram feitas pelo e-Título no primeiro turno?
Até as 19h do domingo, o TSE informou aproximadamente 22,1 milhões de consultas ao local de votação, além de 8,6 milhões de emissões do documento digital e cerca de 4,3 milhões de justificativas.
Houve problema na divulgação dos resultados?
O TSE informou que ocorreu um congestionamento pontual no sistema de divulgação. Segundo o Tribunal, a ocorrência ficou restrita à conversão dos dados para divulgação e não afetou a totalização dos votos.
Apuração e totalização são a mesma coisa?
Não. A apuração acontece individualmente em cada urna. A totalização reúne essas apurações para formar o resultado da eleição.
Fontes consultadas
- Tribunal Superior Eleitoral — Eleições 2026 em números: 158,7 milhões de eleitores estão aptos a votar. Dados oficiais de eleitorado, distribuição regional, exterior, idade e gênero.
- Tribunal Superior Eleitoral — Justiça Eleitoral organiza logística para levar urnas a todos os locais de votação do país. Dados sobre as 563.910 urnas, equipamentos destinados à votação e reserva técnica.
- Tribunal Superior Eleitoral — Faltam 30 dias: Brasil tem mais de 158 milhões de eleitoras e eleitores aptos a votar. Dados sobre seções, zonas e distribuição territorial.
- Tribunal Superior Eleitoral — Eleições 2026: Justiça Eleitoral atinge 158 milhões de eleitores e 88% de biometria. Dados sobre o avanço do cadastro biométrico.
- Tribunal Superior Eleitoral — Presidente do TSE conclui 1º turno das Eleições 2026. Balanço do funcionamento dos sistemas, e-Título e ocorrência pontual na divulgação.
- Tribunal Superior Eleitoral — Entenda a diferença entre apuração e totalização de votos. Explicação oficial do fluxo entre urna, BU e totalização.
- Tribunal Superior Eleitoral — Apuração dos votos começa às 17h, no horário de Brasília. Informações sobre o início da divulgação e processamento dos BUs.
- Tribunal Superior Eleitoral — 30 anos da Urna Eletrônica. Contexto histórico e tecnológico do sistema eletrônico brasileiro.




