Eleição presidencial 2026: Como funciona tecnologicamente a preparação para o segundo turno
Entenda como as urnas eletrônicas, mídias, sistemas e dados eleitorais são preparados tecnologicamente para o segundo turno presidencial das Eleições 2026.

O primeiro turno terminou, mas o trabalho das urnas eletrônicas ainda não.
Com Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificados para o segundo turno presidencial, marcado para 25 de outubro de 2026, a Justiça Eleitoral iniciou uma nova etapa tecnológica da eleição.
Com 99,99% das urnas apuradas na madrugada de 5 de outubro, Flávio Bolsonaro havia recebido 56.104.268 votos, ou 47,03% dos votos válidos, enquanto Lula registrava 53.876.617 votos, equivalentes a 45,16%.
Como nenhuma candidatura alcançou maioria absoluta dos votos válidos, a Presidência será decidida novamente nas urnas.
Mas o segundo turno não significa simplesmente armazenar as urnas utilizadas em 4 de outubro e ligá-las novamente três semanas depois.
Entre os dois domingos existe uma nova operação de tecnologia e logística.
As urnas precisam ser preparadas para uma nova eleição, os dados correspondentes ao segundo turno precisam estar corretamente configurados e novas mídias de resultado são utilizadas.
Tudo isso segue procedimentos formais definidos pela Justiça Eleitoral.
Em resumo
Para preparar tecnologicamente o segundo turno:
- o resultado do primeiro turno define quais candidaturas continuam na disputa;
- os sistemas eleitorais trabalham com o novo cenário do segundo turno;
- dados eleitorais são conferidos antes da geração das mídias;
- são preparadas mídias específicas para utilização nas urnas;
- as urnas utilizadas no primeiro turno passam por preparação para o segundo;
- a mídia de resultado do primeiro turno não pode ser reutilizada no segundo;
- uma nova mídia de resultado é inserida;
- os lacres existentes são preservados, salvo o lacre específico da mídia de resultado;
- é emitido um Extrato de 2º Turno;
- se a preparação falhar, pode ser necessária uma nova carga ou até outra urna;
- alterações e substituições ficam documentadas;
- as cerimônias de preparação possuem fiscalização;
- partidos, federações, coligações, Ministério Público, OAB e outras entidades legitimadas podem acompanhar procedimentos;
- no dia 25 de outubro, a urna novamente inicia a votação sem votos registrados para aquele turno;
- ao fim da votação, cada urna realiza sua própria apuração;
- novos Boletins de Urna são produzidos;
- os resultados do segundo turno seguem para uma nova totalização.
Ou seja:
o equipamento pode ser o mesmo.
A eleição carregada nele não é simplesmente uma continuação da votação anterior.
Quem disputa o segundo turno presidencial de 2026?
O TSE confirmou na madrugada de 5 de outubro que o segundo turno presidencial será disputado por:
Flávio Bolsonaro (PL)
e
Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Com 99,99% das urnas apuradas às 00h21:
| Candidato | Votos | Votos válidos |
| Flávio Bolsonaro | 56.104.268 | 47,03% |
| Lula | 53.876.617 | 45,16% |
Como nenhum dos dois ultrapassou 50% dos votos válidos, uma nova votação será realizada em 25 de outubro.
É a definição desse novo conjunto de candidaturas que permite avançar para uma das etapas de preparação tecnológica do segundo turno.
O que acontece com a urna usada no primeiro turno?
Ela pode ser utilizada novamente.
Esse ponto é importante porque não existe necessidade de substituir centenas de milhares de equipamentos apenas porque começou outro turno da eleição.
A regulamentação das Eleições 2026 estabelece especificamente que a preparação para o segundo turno deve ser feita nas urnas utilizadas no primeiro turno por meio da inserção da mídia de resultado destinada ao segundo turno.
Portanto, existe uma diferença entre:
hardware
e
configuração eleitoral daquele turno.
O hardware pode continuar sendo o mesmo equipamento.
Já os elementos necessários à nova votação precisam seguir os procedimentos previstos para o segundo turno.
A urna precisa ser formatada completamente?
Não necessariamente.
A regulamentação de 2026 criou um procedimento específico justamente para aproveitar as urnas utilizadas no primeiro turno.
A Resolução TSE nº 23.751/2026 determina que a preparação seja efetuada mediante a inserção da mídia de resultado do segundo turno.
Isso significa que a operação normal não exige simplesmente apagar todo o equipamento e realizar uma carga integral do zero.
Entretanto, se a preparação não funcionar corretamente, a Justiça Eleitoral pode executar uma nova carga ou preparar outra urna.
Existem, portanto, procedimentos diferentes dependendo do resultado da preparação.
A mídia de resultado do primeiro turno pode ser reutilizada?
Não.
A regra de 2026 é explícita:
as mídias de resultado utilizadas no primeiro turno não podem ser utilizadas no segundo.
O segundo turno recebe suas próprias mídias de resultado.
Essa separação é importante porque cada turno constitui uma votação distinta.
Podemos representar assim:
4 DE OUTUBRO
Primeiro turno
↓
Mídia de resultado do 1º turno
↓
Apuração
↓
Boletim de Urna
↓
Transmissão
↓
Totalização
Depois:
25 DE OUTUBRO
Segundo turno
↓
Nova mídia de resultado
↓
Nova votação
↓
Nova apuração
↓
Novo Boletim de Urna
↓
Nova transmissão
↓
Nova totalização
Os dados das duas votações não são tratados como se fossem uma única sessão contínua.
Todos os lacres da urna são retirados?
Não.
Esse é outro detalhe interessante do procedimento.
A regulamentação determina que, na preparação para o segundo turno, os lacres das urnas utilizadas no primeiro turno sejam mantidos.
Existe uma exceção:
o lacre da Mídia de Resultado (MR).
Ele precisa ser substituído por um lacre específico do segundo turno.
Portanto, a preparação não significa abrir indiscriminadamente todo o equipamento.
Existe um procedimento delimitado para acessar aquilo que precisa ser atualizado para a nova votação.
O que é o Extrato de 2º Turno?
Durante a preparação, a urna emite um documento chamado Extrato de 2º Turno.
As etiquetas identificadoras dos jogos de lacres utilizados na preparação são associadas às respectivas seções e colocadas nesse relatório.
O documento posteriormente é anexado à ata da cerimônia.
Isso cria rastreabilidade administrativa do procedimento.
Não existe apenas:
“urna preparada”.
Existe documentação sobre a preparação.
O segundo turno possui novamente cerimônias públicas?
Sim.
A Resolução nº 23.751/2026 determina que, onde houver segundo turno, sejam observadas, no que couber, as mesmas formalidades e procedimentos adotados na geração de mídias e preparação das urnas do primeiro turno.
A preparação das urnas é realizada em cerimônia pública.
Ela é presidida por juiz ou juíza eleitoral, autoridade ou comissão designada pelo Tribunal Regional Eleitoral.
Também existe publicação prévia de edital para permitir acompanhamento pelas entidades legitimadas.
Quem pode fiscalizar a preparação?
A regulamentação prevê acompanhamento por diferentes entidades.
Entre elas estão:
- Ministério Público;
- Ordem dos Advogados do Brasil;
- partidos políticos;
- federações;
- coligações;
- demais entidades fiscalizadoras previstas nas normas do TSE.
Durante o período de geração de mídias e preparação, essas entidades podem acompanhar a conferência dos dados e procedimentos relacionados à integridade e autenticidade dos sistemas instalados nas urnas.
Portanto, a preparação não acontece como um procedimento secreto realizado exclusivamente por técnicos da Justiça Eleitoral.
Existem mecanismos formais de fiscalização.
O que significa “geração de mídias”?
Antes de uma urna poder funcionar em uma eleição, determinadas informações precisam ser preparadas em mídias utilizadas pelo sistema eletrônico de votação.
A regulamentação de 2026 lista diferentes tipos de dados envolvidos nesse processo.
Entre eles:
- partidos;
- federações;
- coligações;
- eleitorado;
- seções eleitorais;
- candidaturas;
- números;
- nomes utilizados na urna;
- fotografias.
Essas informações são utilizadas na geração das mídias necessárias à preparação dos equipamentos.
Em termos simplificados:
base eleitoral
↓
dados conferidos
↓
geração das mídias
↓
preparação da urna
↓
testes
↓
lacração
↓
urna pronta para a votação
O sistema precisa saber quem passou para o segundo turno
No primeiro turno presidencial, a urna apresenta todas as candidaturas aptas à disputa.
No segundo, o cenário é diferente.
Somente duas chapas disputam a Presidência.
Por isso, os sistemas precisam trabalhar com o ambiente eleitoral correspondente à nova etapa.
A Resolução nº 23.751/2026 determina que, antes da geração das mídias, seja emitido um relatório chamado Ambiente de Votação.
Para a eleição presidencial, o Tribunal Superior Eleitoral é responsável pelo relatório correspondente às candidaturas que concorrerão.
Esse procedimento cria uma etapa formal de conferência dos dados que serão utilizados posteriormente.
As fotos dos candidatos também fazem parte dos dados?
Sim.
A regulamentação inclui entre as informações utilizadas na geração das mídias:
número
nome indicado para a urna
e
fotografia correspondente.
Portanto, quando o eleitor digita o número no dia da votação e vê a identificação da candidatura na tela, aquelas informações fazem parte de uma estrutura de dados previamente preparada e conferida.
Não são baixadas da internet durante a votação.
A urna baixa os candidatos pela internet?
Não.
A urna eletrônica utilizada para votar não acessa um servidor na internet para descobrir quem são os candidatos.
Os dados necessários à eleição são preparados anteriormente.
Esse ponto continua válido no segundo turno.
A urna chega à seção já preparada para a eleição correspondente.
No dia 25 de outubro, ela não precisa acessar a internet para obter os nomes ou as fotografias das candidaturas presidenciais.
O software da urna muda entre os turnos?
É importante fazer uma distinção.
Existe o software eleitoral, que já passou pelo processo formal de desenvolvimento, fiscalização, assinatura digital e lacração antes das eleições.
E existem os dados específicos da eleição utilizados na preparação das urnas.
O segundo turno não significa desenvolver um novo sistema eleitoral em três semanas.
O que ocorre é uma nova preparação dentro da infraestrutura e das versões de sistemas previamente estabelecidas para as Eleições 2026.
Assim:
não é uma nova urna
e
não é uma eleição improvisada sobre o software anterior.
É um novo turno operado pela mesma infraestrutura eleitoral previamente preparada.
O primeiro turno é apagado?
Essa pergunta precisa ser tratada com cuidado.
O resultado do primeiro turno não depende de permanecer armazenado apenas dentro da urna que será reutilizada.
Ao fim da primeira votação, já foram produzidos arquivos e documentos correspondentes àquele pleito, incluindo o Boletim de Urna.
A Justiça Eleitoral também preserva os arquivos eleitorais segundo os procedimentos previstos nas normas.
Na preparação do segundo turno, se houver necessidade de nova carga, a mídia de votação utilizada no primeiro turno deve ser acondicionada em Envelope de Segurança identificado, lacrado e assinado, com registro na ata.
Portanto, reutilizar fisicamente uma urna não significa simplesmente apagar a existência documental do primeiro turno.
O que acontece se uma urna não aceitar a preparação?
Existe um procedimento de contingência.
Se a preparação para o segundo turno não for bem-sucedida, a regulamentação permite:
realizar uma nova carga
ou
preparar outra urna.
Se houver nova carga ou substituição de equipamento, a chamada tabela de correspondências esperadas também precisa ser atualizada.
Urnas que apresentem problemas durante o processo podem ser encaminhadas para manutenção.
Ou seja, uma falha durante a preparação não significa que aquele equipamento necessariamente será utilizado mesmo assim.
E se um lacre estiver danificado?
Também existe procedimento específico.
Caso um lacre danificado seja identificado durante a preparação para o segundo turno, deve ser utilizado outro jogo de lacres ou lacre de reposição conforme as regras aplicáveis.
A numeração correspondente precisa ser registrada na ata da cerimônia.
Isso novamente reforça a rastreabilidade.
A substituição não acontece sem registro documental.
As urnas passam por testes?
Sim.
Na preparação das urnas, a regulamentação determina procedimentos de verificação e demonstração.
Entre eles está a demonstração de votação acionada pelo Verificador Pré/Pós-Eleição (VPP) em pelo menos uma urna por zona eleitoral.
Os relatórios produzidos nos procedimentos de verificação de integridade e autenticidade, incluindo relatórios de hash, integram a documentação da preparação.
As urnas são preparadas, testadas e lacradas antes de serem destinadas às respectivas seções.
O que é um hash?
Hash é um valor calculado a partir de determinado conjunto de dados.
De maneira simplificada, funciona como uma espécie de impressão digital matemática.
Se o conteúdo utilizado para gerar o hash mudar, o valor resultante tende a mudar também.
Isso permite utilizar hashes em verificações de integridade.
No contexto da preparação eleitoral, relatórios desse tipo ajudam nos procedimentos de verificação dos sistemas utilizados.
Não significa que o hash revele o conteúdo do voto.
Sua função é relacionada à integridade dos dados e sistemas verificados.
O segundo turno começa imediatamente depois do primeiro?
Operacionalmente, várias atividades começam muito rapidamente.
O calendário eleitoral de 2026 já prevê procedimentos a partir de 5 de outubro, o dia seguinte ao primeiro turno.
Entre eles estão operações relacionadas ao cadastro eleitoral, atualização de informações e preparação administrativa para a segunda votação.
Outros marcos ocorrem ao longo das semanas seguintes.
A votação acontece em:
25 de outubro de 2026.
Portanto, a Justiça Eleitoral possui apenas três semanas entre os dois turnos para executar uma operação nacional.
É necessário preparar todas as urnas do país?
Para a eleição presidencial, o segundo turno possui abrangência nacional.
Isso torna o cenário diferente de uma eleição em que apenas alguns estados precisam realizar uma segunda votação para governador.
Como a Presidência da República terá segundo turno em 2026, eleitoras e eleitores aptos em todo o país — além das seções correspondentes no exterior — voltam às urnas para escolher entre as duas chapas presidenciais.
Nos locais em que também existe segundo turno para governador, a urna apresentará ainda essa disputa estadual.
Assim, a configuração da eleição pode variar conforme a unidade da Federação.
Algumas urnas terão duas disputas e outras apenas uma
Essa é uma consequência interessante da eleição de 2026.
Em estados onde o governador já foi definido no primeiro turno, a votação do dia 25 terá apenas a disputa presidencial.
Já onde existe segundo turno para governador, o eleitor também terá de escolher entre as duas candidaturas estaduais classificadas.
Isso significa que a preparação precisa respeitar o contexto eleitoral de cada seção.
Em termos simplificados:
Estado sem 2º turno para governador
Presidente
Estado com 2º turno para governador
Governador
Presidente
A configuração utilizada precisa corresponder corretamente à circunscrição eleitoral daquela urna.
O eleitorado muda entre os turnos?
O segundo turno não é uma nova eleição com um novo cadastro eleitoral aberto para inscrições.
O calendário e as regras eleitorais definem previamente o eleitorado e os procedimentos relacionados ao cadastro.
Entretanto, existem operações técnicas entre os turnos.
O calendário de 2026 prevê, por exemplo, processamento de arquivos gerados pelas urnas no primeiro turno e procedimentos relacionados a justificativas, faltas, presença de mesários e transferência temporária.
Ou seja, mesmo depois do primeiro turno, os sistemas administrativos da Justiça Eleitoral continuam processando uma grande quantidade de informações.
E quem votou no primeiro turno?
A obrigação referente ao segundo turno é independente.
Quem votou no primeiro turno deve comparecer novamente ao segundo se estiver apto.
Da mesma maneira, faltar ao primeiro turno não elimina automaticamente a possibilidade de votar no segundo.
Cada turno é tratado separadamente.
Isso também aparece nos sistemas de justificativa e cadastro eleitoral.
A biometria precisa ser cadastrada novamente?
Não.
A preparação para o segundo turno não exige que milhões de eleitores realizem um novo cadastro biométrico.
Os dados eleitorais utilizados na identificação já fazem parte da infraestrutura preparada para as Eleições 2026.
A biometria continua servindo à identificação do eleitor.
Ela não armazena nem revela em quem aquela pessoa votou.
A urna sabe em quem o eleitor votou no primeiro turno?
Ela registra os votos daquele pleito de maneira a preservar o sigilo e não associa a escolha eleitoral à identidade da pessoa.
A reutilização física do equipamento no segundo turno não cria um histórico individual do tipo:
“eleitor X votou em Y no primeiro turno.”
O sistema não deve permitir a associação entre identidade e escolha eleitoral.
Por isso, biometria e voto são processos separados.
No dia 25 existe novamente uma zerésima
Antes do início da votação, a seção possui procedimentos destinados a demonstrar que não existem votos previamente registrados para aquela eleição.
Um dos documentos conhecidos é a zerésima.
Ela é emitida antes do início da votação e demonstra que não existem votos computados para as candidaturas naquela urna naquele momento.
Assim, mesmo que o equipamento físico tenha participado do primeiro turno, o segundo turno começa como uma nova votação.
O relógio volta para as 8h
No dia 25 de outubro, a votação volta a acontecer das 8h às 17h, considerando o horário de Brasília aplicado nacionalmente às Eleições 2026.
O eleitor comparece à seção.
A mesa realiza a identificação.
A urna é liberada.
O eleitor registra suas escolhas correspondentes ao segundo turno.
O processo operacional volta a acontecer.
O segundo turno gera um novo Boletim de Urna
Às 17h, depois que todas as pessoas que chegaram dentro do horário permitido terminarem de votar, a votação é encerrada.
A urna realiza novamente sua apuração.
E produz um novo Boletim de Urna.
Esse BU corresponde exclusivamente ao segundo turno.
Portanto, a mesma seção pode possuir:
BU DO 1º TURNO — 4 de outubro
e
BU DO 2º TURNO — 25 de outubro.
São documentos de votações diferentes.
A totalização também começa novamente
Os votos do primeiro turno não são somados aos votos do segundo.
Esse é um ponto essencial.
A votação presidencial do dia 25 é uma nova disputa.
Os números de 4 de outubro serviram para determinar quais duas candidaturas avançariam.
No segundo turno, a contagem começa novamente.
Por exemplo:
Primeiro turno hipotético
Candidato A → 47 milhões
Candidato B → 45 milhões
Segundo turno
A contagem não começa:
A → 47 milhões
B → 45 milhões
Ela começa:
A → 0
B → 0
e os votos do segundo turno determinam o vencedor.
Por que não somar os votos dos dois turnos?
Porque o segundo turno é uma nova votação entre as duas candidaturas classificadas.
Eleitores que escolheram outras candidaturas no primeiro turno podem mudar de preferência.
Quem votou em branco ou nulo pode escolher uma candidatura.
Quem votou em uma das duas pode mudar o voto.
E pessoas que não compareceram anteriormente podem comparecer.
Portanto, o resultado do primeiro turno não funciona como um saldo transportado para o segundo.
A infraestrutura de transmissão é utilizada novamente
Depois que os novos BUs são produzidos, começa novamente o fluxo de transmissão dos resultados.
De maneira simplificada:
VOTAÇÃO
↓
ENCERRAMENTO
↓
APURAÇÃO NA URNA
↓
NOVO BOLETIM DE URNA
↓
MÍDIA DE RESULTADO DO 2º TURNO
↓
TRANSMISSÃO
↓
RECEBIMENTO
↓
VERIFICAÇÃO
↓
TOTALIZAÇÃO
↓
DIVULGAÇÃO
O segundo turno possui, portanto, sua própria cadeia de resultados.
Os resultados voltam a aparecer pela internet
Assim como no primeiro turno, o público poderá acompanhar a evolução da totalização pelos sistemas oficiais da Justiça Eleitoral.
O Portal Resultados e o aplicativo Resultados apresentam os dados conforme os BUs são recebidos e processados.
No caso presidencial, a totalização reúne votos registrados em todo o Brasil e no exterior.
A disputa será concluída quando o resultado matemático permitir determinar qual chapa recebeu a maioria dos votos válidos.
Por que o segundo turno pode ser mais simples para a urna?
Do ponto de vista da interface de votação, existem menos cargos.
No primeiro turno de 2026, o eleitor precisou votar em diferentes disputas:
- deputado federal;
- deputado estadual ou distrital;
- senador;
- governador;
- presidente.
No segundo turno, o número é muito menor.
Em unidades sem disputa estadual:
Presidente.
Onde houver segundo turno para governador:
Governador + Presidente.
Isso reduz a quantidade de telas apresentadas ao eleitor durante a votação.
Mas a infraestrutura continua enorme
Ter menos candidatos na tela não significa uma pequena operação.
Como existe segundo turno presidencial, novamente é necessária uma mobilização nacional.
A Justiça Eleitoral precisa coordenar:
- urnas;
- mídias;
- zonas eleitorais;
- seções;
- equipes técnicas;
- mesários;
- logística;
- sistemas de cadastro;
- sistemas de transmissão;
- totalização;
- divulgação;
- contingência;
- fiscalização.
Tudo isso dentro de um intervalo de aproximadamente três semanas.
Uma urna preparada incorretamente pode ser substituída
A regulamentação prevê explicitamente essa possibilidade.
Se o procedimento de preparação não funcionar, pode ocorrer:
nova carga
ou
preparação de nova urna.
Se o equipamento apresentar problema, ele pode ser encaminhado para manutenção.
Isso mostra que a preparação também funciona como uma etapa de validação técnica antes da eleição.
O objetivo não é simplesmente colocar a urna novamente na seção.
É verificar se ela está corretamente preparada para a votação correspondente.
Tudo precisa ficar documentado
A cerimônia de preparação gera uma ata circunstanciada.
Entre os documentos associados ao procedimento podem estar:
- identificação e versão dos sistemas;
- relatórios de verificação de integridade;
- relatórios de autenticidade;
- relatórios de hash;
- extratos de carga;
- identificação dos lacres;
- registros de ocorrências.
No segundo turno, existe ainda o Extrato de 2º Turno relacionado à preparação.
A documentação cria rastreabilidade sobre aquilo que foi realizado antes de a urna chegar ao local de votação.
Do primeiro para o segundo turno
O processo tecnológico pode ser resumido assim:
4 DE OUTUBRO
Primeiro turno
↓
URNAS APURAM AS SEÇÕES
↓
RESULTADOS SÃO TOTALIZADOS
↓
DUAS CHAPAS PRESIDENCIAIS AVANÇAM
↓
AMBIENTE DO SEGUNDO TURNO É DEFINIDO
↓
DADOS SÃO CONFERIDOS
↓
MÍDIAS SÃO GERADAS
↓
URNAS DO 1º TURNO SÃO PREPARADAS
↓
NOVA MÍDIA DE RESULTADO
↓
VERIFICAÇÕES E TESTES
↓
LACRAÇÃO E DOCUMENTAÇÃO
↓
DISTRIBUIÇÃO
↓
25 DE OUTUBRO
Segundo turno
↓
ZERÉSIMA
↓
NOVA VOTAÇÃO
↓
NOVA APURAÇÃO
↓
NOVOS BOLETINS DE URNA
↓
NOVA TOTALIZAÇÃO
↓
RESULTADO PRESIDENCIAL
O segundo turno não é apenas uma continuação técnica do primeiro
Para o eleitor, a experiência pode parecer simples.
Ele volta ao mesmo local.
Entra novamente na mesma seção.
Pode encontrar o mesmo modelo de urna.
Digita outro voto.
Confirma.
Mas, por trás dessa experiência, a Justiça Eleitoral precisa transformar uma infraestrutura preparada para o primeiro turno em uma infraestrutura pronta para uma nova eleição apenas três semanas depois.
As urnas utilizadas anteriormente podem ser reaproveitadas.
Os lacres são preservados conforme as regras.
Mas existe uma nova mídia de resultado.
Existe nova documentação.
Existem novas verificações.
Existe nova votação.
Existe novo Boletim de Urna.
E existe uma nova totalização.
É justamente essa separação que ajuda a entender tecnologicamente o segundo turno:
o hardware pode continuar sendo o mesmo, mas os votos de 25 de outubro formam uma eleição independente dos votos registrados em 4 de outubro.
Perguntas frequentes
Quando será o segundo turno presidencial de 2026?
O segundo turno está marcado para 25 de outubro de 2026.
Quem disputa o segundo turno presidencial?
Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foram os dois candidatos mais votados no primeiro turno e avançaram para a votação de 25 de outubro.
As urnas do primeiro turno são jogadas fora?
Não. As urnas utilizadas no primeiro turno podem ser preparadas e utilizadas novamente no segundo.
A mídia de resultado é a mesma?
Não. A Resolução TSE nº 23.751/2026 determina que as mídias de resultado utilizadas no primeiro turno não sejam reutilizadas no segundo.
Todos os lacres são retirados?
Não. A regulamentação determina a manutenção dos lacres, com exceção do lacre da Mídia de Resultado, que é substituído pelo específico do segundo turno.
As urnas são testadas novamente?
A preparação segue procedimentos de verificação, testes, documentação e lacração previstos pela Justiça Eleitoral.
Partidos podem acompanhar a preparação?
Sim. Partidos, federações, coligações, Ministério Público, OAB e demais entidades fiscalizadoras legitimadas podem acompanhar os procedimentos previstos nas normas.
Os votos do primeiro turno contam no segundo?
Não. A votação de 25 de outubro começa uma nova contagem. Os votos recebidos em 4 de outubro serviram para definir as candidaturas classificadas.
Existe outro Boletim de Urna?
Sim. Depois do encerramento do segundo turno, cada urna realiza a apuração daquela nova votação e produz o respectivo BU.
A urna acessa a internet para receber os candidatos do segundo turno?
Não. Os dados necessários são preparados anteriormente e carregados de acordo com os procedimentos da Justiça Eleitoral.
O que acontece se a preparação de uma urna falhar?
A regulamentação prevê nova carga, preparação de outro equipamento ou procedimentos de contingência, dependendo da situação.
Fontes consultadas
- Tribunal Superior Eleitoral — Flávio Bolsonaro e Lula vão disputar o 2º turno para a Presidência da República. Resultado oficial do primeiro turno e confirmação da disputa presidencial de 25 de outubro.
- Tribunal Superior Eleitoral — Resolução nº 23.751, de 26 de fevereiro de 2026. Principal referência para geração de mídias, preparação das urnas, cerimônias públicas, fiscalização e procedimentos específicos do segundo turno.
- Tribunal Superior Eleitoral — Resolução nº 23.750, de 26 de fevereiro de 2026. Calendário Eleitoral e cronograma operacional do Cadastro Eleitoral para as Eleições 2026.
- Tribunais Regionais Eleitorais — procedimentos de preparação das urnas para as Eleições 2026. Informações complementares sobre carga, testes, auditoria e lacração dos equipamentos.




