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10 Coisas que seu site precisa ter

Descubra o que seu site precisa ter para que sua empresa seja notada e conquiste espaço na internet.

Por agencia.sekoia@gmail.com
0 coisas site precisa ter na sua empresa

Ter um site deixou de ser apenas uma maneira de mostrar que uma empresa existe na internet. Para muitos consumidores, o site é um dos primeiros pontos de contato com uma marca antes de uma compra, solicitação de orçamento ou contratação de serviço.

Isso significa que simplesmente colocar algumas páginas no ar não é suficiente.

Um bom site precisa ajudar o visitante a entender rapidamente onde está, o que a empresa oferece, por que aquela solução pode ser relevante e qual deve ser o próximo passo.

Também existem aspectos técnicos importantes. Velocidade, funcionamento em dispositivos móveis, segurança, organização das páginas e possibilidade de mecanismos de busca compreenderem o conteúdo influenciam diretamente a experiência.

O Google recomenda que sites sejam seguros, rápidos, acessíveis e funcionem corretamente em diferentes dispositivos. Para páginas que pretendem aparecer na Pesquisa, também é importante facilitar o rastreamento e a compreensão do conteúdo pelos mecanismos de busca.

Para sites monetizados com Google AdSense, existem requisitos adicionais relacionados à qualidade do conteúdo, navegação, privacidade e implementação dos anúncios. O próprio Google destaca que páginas precisam oferecer conteúdo original e relevante, além de uma experiência de navegação clara.

A seguir, veja dez elementos que merecem atenção ao criar ou reformular um site.

1. Uma proposta clara logo no início

Um visitante não deveria precisar navegar por várias páginas para descobrir o que uma empresa faz.

A primeira área do site precisa comunicar isso rapidamente.

Imagine acessar o site de uma empresa e encontrar apenas uma frase como:

“Soluções que transformam o seu futuro.”

Pode parecer interessante visualmente, mas ainda existe uma dúvida fundamental:

Que soluções?

Uma mensagem mais específica seria:

“Desenvolvimento de sites e lojas virtuais para pequenas empresas.”

Agora o visitante consegue compreender imediatamente o serviço oferecido.

Uma boa apresentação inicial pode responder a três perguntas:

O que a empresa oferece?

Para quem?

Qual problema ajuda a resolver?

Não é obrigatório responder tudo em uma única frase, mas o conjunto formado por título, subtítulo, imagem e botão precisa deixar a proposta relativamente clara.

Evite sacrificar compreensão apenas para criar frases criativas.

Em páginas comerciais, a clareza normalmente é mais útil do que mistério.

2. Navegação simples e organizada

O menu é uma das principais ferramentas utilizadas para explorar um site.

Ele precisa ajudar o visitante a encontrar informações sem exigir esforço desnecessário.

Uma estrutura básica para um site institucional poderia incluir:

  • Início
  • Sobre
  • Serviços
  • Blog
  • Contato

Empresas com diferentes linhas de produtos podem precisar de categorias adicionais.

O problema aparece quando o menu contém dezenas de opções sem hierarquia.

Nesse caso, o visitante precisa analisar muitas possibilidades antes de decidir onde clicar.

Organize assuntos semelhantes dentro das mesmas categorias e utilize nomes facilmente compreensíveis.

O Google destaca que uma barra de navegação acessível e fácil de utilizar é importante para a experiência do usuário em sites que pretendem utilizar o AdSense.

A navegação também precisa funcionar corretamente.

Botões quebrados, menus que não abrem ou páginas que levam para destinos inesperados prejudicam a confiança do visitante.

3. Um site que funcione bem no celular

Grande parte das experiências digitais acontecem em smartphones.

Por isso, um site precisa funcionar corretamente em telas menores.

Não basta simplesmente reduzir o tamanho de uma página desenvolvida para desktop.

O conteúdo precisa se adaptar.

Textos devem permanecer legíveis.

Botões precisam ser suficientemente grandes para utilização por toque.

Imagens não deveriam ultrapassar os limites da tela.

Os menus precisam funcionar adequadamente.

Formulários também precisam continuar utilizáveis.

O Google inclui a experiência em dispositivos móveis entre os aspectos importantes da experiência geral de uma página.

Uma maneira simples de avaliar o site é acessá-lo utilizando diferentes celulares.

Tente navegar pelo menu, preencher formulários, abrir páginas, clicar em botões e concluir as principais ações.

Problemas que passam despercebidos no computador frequentemente aparecem rapidamente quando o site é utilizado pelo celular.

4. Boa velocidade de carregamento

Poucas coisas prejudicam tanto uma experiência quanto esperar constantemente pelo carregamento das páginas.

Sites lentos podem dificultar a navegação, principalmente em dispositivos móveis ou conexões mais limitadas.

Diversos fatores podem afetar o desempenho:

  • Imagens excessivamente grandes;
  • Vídeos carregados automaticamente;
  • Excesso de plugins;
  • Código desnecessário;
  • Hospedagem inadequada;
  • Scripts de terceiros;
  • Fontes pesadas;
  • Publicidade mal implementada.

O Google utiliza as Core Web Vitals para avaliar aspectos da experiência relacionados a carregamento, interatividade e estabilidade visual.

Atualmente, essas métricas incluem Largest Contentful Paint, Interaction to Next Paint e Cumulative Layout Shift. Para uma boa experiência, as referências indicadas pelo Google são LCP de até 2,5 segundos, INP de até 200 milissegundos e CLS de até 0,1, considerando o percentil 75 das visitas.

Isso não significa que alcançar esses números garantirá boas posições no Google.

O próprio Google esclarece que não existe um único indicador de experiência responsável pelo posicionamento e que uma boa pontuação técnica, isoladamente, não garante melhores classificações.

O objetivo principal da otimização deve ser melhorar a experiência das pessoas.

5. Conteúdo realmente útil

Design pode atrair atenção, mas o conteúdo explica por que uma pessoa deveria permanecer no site.

Cada página precisa cumprir uma função.

Uma página de serviço deve explicar o serviço.

Uma página institucional deve apresentar informações relevantes sobre a empresa.

Um artigo precisa responder à dúvida que levou o leitor até aquele conteúdo.

Evite criar páginas apenas para aumentar artificialmente a quantidade de conteúdo publicado.

O Google recomenda conteúdo fácil de ler, organizado, original e atualizado. Também orienta que textos novos não sejam simplesmente copiados ou reproduzam aquilo que outras páginas já publicaram sem acrescentar valor.

Essa preocupação também aparece nas orientações do AdSense.

Para que um site esteja preparado para o programa, o Google recomenda conteúdo exclusivo, original e relevante para os visitantes.

Para um blog empresarial, algumas pautas podem surgir diretamente das dúvidas dos clientes.

Uma empresa que vende equipamentos de rede, por exemplo, poderia produzir artigos sobre:

“Como escolher um roteador?”

“Por que o Wi-Fi fica lento?”

“Qual a diferença entre 2,4 GHz e 5 GHz?”

O conteúdo passa a atender pessoas que já procuram informações relacionadas aos serviços ou produtos da empresa.

6. Chamadas para ação claras

Depois de compreender a página, o visitante precisa saber o que pode fazer.

Essa orientação normalmente acontece através de uma chamada para ação, também conhecida como CTA.

Alguns exemplos:

“Solicitar orçamento”

“Falar com a equipe”

“Conhecer os planos”

“Comprar agora”

“Agendar atendimento”

“Baixar o material”

O texto do botão deve indicar a ação que acontecerá depois do clique.

Evite utilizar dezenas de CTAs diferentes na mesma área.

Quando tudo recebe destaque, nenhum elemento parece realmente prioritário.

Também é importante não criar botões enganosos.

Para sites que utilizam AdSense, anúncios não podem ser posicionados de maneira que sejam confundidos com menus, botões de navegação ou links de download. A política existe, entre outros motivos, para evitar cliques acidentais.

Conteúdo, navegação, anúncios e CTAs precisam ser visualmente distinguíveis.

7. Informações de contato e sinais de confiança

Um site empresarial precisa demonstrar quem está por trás da página.

Dependendo do negócio, podem aparecer informações como:

  • Nome da empresa;
  • Telefone;
  • E-mail;
  • Endereço;
  • Horário de atendimento;
  • Redes sociais;
  • Informações institucionais.

Também pode existir uma página “Sobre” explicando a atuação da organização.

Para empresas locais, endereço e formas de contato ganham ainda mais importância.

Outros elementos podem ajudar a construir confiança, desde que sejam verdadeiros.

Avaliações de clientes, certificações, projetos realizados e estudos de caso podem ser utilizados quando houver autorização e contexto adequado.

Evite inventar números, depoimentos ou certificados.

Uma frase como “mais de 50 mil clientes satisfeitos” deve ter fundamento.

Confiança demora para ser construída e pode ser rapidamente prejudicada quando o visitante identifica informações exageradas ou impossíveis de verificar.

8. Estrutura preparada para mecanismos de busca

Ter um site não significa que ele aparecerá automaticamente nas primeiras posições do Google.

SEO envolve ajudar mecanismos de busca a compreender o conteúdo e facilitar que pessoas encontrem páginas relevantes.

O Google deixa claro que não existe fórmula secreta capaz de colocar automaticamente um site na primeira posição.

Existem, porém, práticas fundamentais.

Cada página importante deveria possuir um título descritivo.

Os conteúdos precisam ser utilizados de maneira organizada.

URLs devem ser compreensíveis.

Links internos podem conectar assuntos relacionados.

Imagens precisam ser utilizadas em contexto e podem possuir textos alternativos quando apropriado.

Também é importante evitar páginas praticamente iguais competindo pelo mesmo assunto.

Uma loja de informática, por exemplo, poderia organizar conteúdos separados para notebooks, computadores, componentes e manutenção.

Além de facilitar a navegação, essa estrutura ajuda mecanismos de busca a compreender as relações entre as páginas.

O Google também disponibiliza o Search Console, ferramenta que ajuda proprietários a acompanhar como seus sites aparecem na Pesquisa.

9. Segurança e política de privacidade

Segurança não deve ser tratada apenas depois que algum problema acontece.

Um dos elementos fundamentais é utilizar HTTPS.

Ele protege a comunicação entre navegador e servidor através de criptografia.

O Google inclui a utilização de conexão segura entre os aspectos recomendados para oferecer uma boa experiência na página.

Também é necessário manter CMS, plugins, temas e demais componentes atualizados quando essas tecnologias são utilizadas.

Senhas fortes e autenticação em dois fatores podem reduzir riscos administrativos.

Além da segurança técnica, existe a questão da privacidade.

Se o site coleta informações através de formulários, ferramentas de análise, publicidade ou outras tecnologias, é necessário avaliar quais obrigações de transparência se aplicam.

No Brasil, a LGPD regula o tratamento de dados pessoais e pode abranger identificadores on-line. O Google possui orientações específicas para publishers que utilizam seus produtos de publicidade no país.

Para sites que utilizam produtos de monetização do Google, a política de privacidade precisa informar adequadamente a coleta, o compartilhamento e o uso de dados decorrentes desses serviços.

Questões jurídicas específicas devem ser avaliadas de acordo com a operação do site e, quando necessário, com apoio profissional.

10. Ferramentas para medir resultados

Um site empresarial não deveria funcionar como uma caixa-preta.

É importante saber como as pessoas utilizam as páginas.

Ferramentas de análise podem ajudar a responder perguntas como:

Quantas pessoas acessam o site?

Quais páginas recebem mais visitas?

De onde vêm os visitantes?

Quais conteúdos despertam maior interesse?

Quantas pessoas solicitam orçamento?

Quantas iniciam uma compra?

Quais páginas apresentam problemas?

O objetivo não é acompanhar toda métrica disponível.

É acompanhar aquelas relacionadas aos objetivos do site.

Imagine um site criado principalmente para gerar orçamentos.

Nesse caso, apenas saber a quantidade total de visitantes oferece uma visão incompleta.

Também seria necessário acompanhar quantas solicitações foram realizadas e quais páginas participaram desse processo.

O Google recomenda que publishers utilizem ferramentas como o Google Analytics para compreender e otimizar o tráfego de seus sites.

Também é possível utilizar ferramentas como Search Console para acompanhar desempenho na pesquisa e PageSpeed Insights para avaliar aspectos técnicos de velocidade e experiência.

Dados ajudam a transformar decisões baseadas apenas em opinião em decisões baseadas no comportamento real dos usuários.

Não basta simplesmente ter os dez elementos

Uma lista pode ajudar a identificar problemas, mas um site precisa funcionar como um conjunto.

Uma página extremamente rápida ainda pode ser ruim se ninguém entender aquilo que a empresa oferece.

Um site visualmente bonito pode falhar se os botões não funcionam.

Um blog com muitos artigos pode gerar pouco valor se o conteúdo for superficial ou copiado.

Uma página com vários CTAs pode produzir poucos resultados se não existir uma proposta clara.

Por isso, a experiência do usuário, conteúdo, tecnologia e estratégia precisam funcionar juntos.

O próprio Google explica que seus sistemas não analisam apenas um ou dois aspectos isolados da experiência de uma página. A recomendação é pensar na experiência geral oferecida ao visitante.

Como avaliar o seu site

Uma maneira prática de começar é navegar pelo próprio site como se você nunca tivesse conhecido a empresa.

Abra a página inicial e tente responder:

O que esta empresa faz?

Onde encontro os serviços?

Consigo entrar em contato facilmente?

O site funciona bem no celular?

As páginas carregam rapidamente?

Os textos respondem minhas dúvidas?

Existe alguma informação que transmita confiança?

Consigo entender qual deve ser meu próximo passo?

Também vale pedir para outra pessoa realizar o mesmo teste.

Quem trabalha diariamente com um site acaba aprendendo onde cada informação está localizada. Um visitante novo não possui esse conhecimento.

Observar como outras pessoas navegam pode revelar dificuldades que passaram despercebidas durante o desenvolvimento.

Sites que utilizam Google AdSense precisam de atenção adicional

Quando existe monetização através do Google AdSense, o site precisa respeitar as políticas específicas do programa.

Além das regras relacionadas ao conteúdo, o Google determina que sites com anúncios sejam fáceis de navegar e não utilizem mecanismos que interfiram na experiência normal do usuário.

Também é responsabilidade do publisher garantir que os anúncios não sejam apresentados de maneira enganosa.

Isso significa que a monetização não deveria prejudicar a estrutura editorial.

O conteúdo principal precisa continuar sendo facilmente identificável.

Uma página sobrecarregada de anúncios, pop-ups e outros elementos pode dificultar aquilo que originalmente levou o visitante até o site: encontrar informação.

As políticas do Google podem mudar ao longo do tempo, portanto os publishers precisam acompanhar suas atualizações.

Conclusão

Um bom site não depende de apenas um elemento.

Ele precisa combinar clareza, navegação, desempenho, conteúdo, segurança e capacidade de orientar o visitante.

As dez áreas apresentadas neste guia formam uma base importante:

uma proposta clara;

navegação organizada;

compatibilidade com dispositivos móveis;

bom desempenho;

conteúdo útil;

chamadas para ação;

informações de contato e confiança;

estrutura preparada para mecanismos de busca;

segurança e privacidade;

mensuração de resultados.

Nem todo site precisa ter a mesma estrutura visual ou utilizar as mesmas ferramentas.

Uma loja virtual possui necessidades diferentes de um portal de notícias. Um site institucional não funciona exatamente como uma plataforma de cursos.

Os fundamentos, porém, permanecem semelhantes.

O visitante precisa entender onde está, encontrar aquilo que procura e conseguir concluir sua tarefa sem obstáculos desnecessários.

A partir daí, o site deixa de ser apenas uma apresentação digital da empresa e passa a funcionar como parte efetiva da estratégia de comunicação, aquisição e relacionamento com o público.

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